{"id":32581,"date":"2018-12-23T17:23:42","date_gmt":"2018-12-23T16:23:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.presos.org.es\/?page_id=32581"},"modified":"2023-03-27T01:25:46","modified_gmt":"2023-03-26T23:25:46","slug":"quem-somos","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/www.presos.org.es\/index.php\/quem-somos\/","title":{"rendered":"Quem somos"},"content":{"rendered":"<h6><a href=\"http:\/\/www.presos.org.es\/index.php\/quienes-somos\/\"><span style=\"color: #a62626;\">Tambi\u00e9n disponible en espa\u00f1ol &#8211;&gt;<\/span><\/a><\/h6>\n<h6><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1271 aligncenter\" src=\"http:\/\/www.presos.org.es\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/logodelsri.png\" alt=\"\" width=\"157\" height=\"157\" \/><\/h6>\n<h1 style=\"text-align: center;\"><b>Projeto de programa do Socorro Vermelho Internacional<\/b><\/h1>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ap\u00f3s muitas d\u00e9cadas de repress\u00e3o e resist\u00eancia, a continua\u00e7\u00e3o do regime fascista em Espanha desenvolveu sentimentos e v\u00ednculos de solidariedade muito enraizados, os quais se t\u00eam exprimido de diferentes maneiras.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Hoje comprovamos que essa torrente de solidariedade antifascista continua a existir; o que n\u00e3o existe \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o que o reforce, o consolide e o transmita.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 por isso que \u00e9 necess\u00e1rio reconstruir o Socorro Vermelho Internacional!<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O Socorro Vermelho Internacional possui uma hist\u00f3ria lend\u00e1ria:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nasceu nos anos vinte do s\u00e9culo passado pelo impulso da III Internacional para se opor ao fascismo s\u00f3 incipiente nesse momento. Entre seus diligentes fizeram parte mulheres antifascistas t\u00e3o conhecidas como a alem\u00e3 Clara Zetkin, a italiana Tina Modotti e a russa Elena Stasova. Assim, o Socorro Vermelho Internacional ligou-se diretamente com a hist\u00f3ria do movimento comunista e antifascista internacional, atingindo rapidamente um grande desenvolvimento em todo o mundo, ressaltando no apoio pol\u00edtico, jur\u00eddico e econ\u00f3mico a todas as v\u00edtimas de repres\u00e1lias, sem diferen\u00e7as ideol\u00f3gicas ou partidistas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em Espanha, desenvolveu-se depois da insurrei\u00e7\u00e3o de Asturias em 1934 para enfrentar a dura repress\u00e3o desencadeada pela rea\u00e7\u00e3o e conseguir a libera\u00e7\u00e3o do grande n\u00famero de encarcerados que carreou.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Depois da guerra foi dissolvido pelo fascismo e aos seus militantes foram-lhes tomadas repres\u00e1lias.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em 1975, impulsado pelo PCE(r), houve um primeiro intento de refunda-lo clandestinamente. Nasceu ligado \u00e0 luta pela amnistia, t\u00e3o decisiva naquela \u00e9poca, como componente destacada da luta contra a reforma franquista. O Socorro Rojo editou seu pr\u00f3prio boletim, \u00abSolidaridad\u00bb, e contou entre seus colaboradores com atores, m\u00e9dicos e enfermeiras, advogados e outros muitos intelectuais e artistas, para al\u00e9m dos familiares e amigos das v\u00edtimas das repres\u00e1lias. A experi\u00eancia durou at\u00e9 1981, j\u00e1 que a Pol\u00edcia assanhou-se com seus membros, os quais foram perseguidos, detidos, e torturados, e sua propaganda foi confiscada. slot gacor <a href=\"https:\/\/blog.monome.org\/\"><strong>dunia777<\/strong><\/a> maxwin<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o se pretende olhar ao passado sem mais, mas nos momentos cruciais como os atuais devemos ter em conta o legado que nos oferece a mem\u00f3ria hist\u00f3rica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Criaram-se outro tipo de organiza\u00e7\u00f5es que desempenham um merit\u00f3rio trabalho pela amnistia para os presos pol\u00edticos, contra a tortura, em defesa da liberdade de express\u00e3o, etc. Esses pequenos (mas numerosos) grupos os comp\u00f5em amigos, vizinhos e familiares das v\u00edtimas das repres\u00e1lias e est\u00e3o muito condicionados pelo motivo concreto que os leva a se formar.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Todas elas, em que pese ao extraordin\u00e1rio valor de seu trabalho, disp\u00f5em de evidentes limita\u00e7\u00f5es, porque s\u00e3o organiza\u00e7\u00f5es ora locais, ora parciais, ora restringidas ao \u00e2mbito humanit\u00e1rio. Estas mostram a dispers\u00e3o e o localismo extremo do movimento solid\u00e1rio com o qual \u00e9 preciso terminar para a solidariedade se estender.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fazemos parte integrante da resist\u00eancia antifascista.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00f3s queremos criar uma organiza\u00e7\u00e3o que fa\u00e7a parte da resist\u00eancia contra o fascismo; uma organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, n\u00e3o somente de den\u00fancia, sen\u00e3o de luta. O Socorro Vermelho Internacional pretende refor\u00e7ar e consolidar os grupos solid\u00e1rios j\u00e1 existentes, mas duma maneira organizada que ofere\u00e7a continuidade e seja capaz de transmitir o \u00e2nimo solid\u00e1rio a todas as v\u00edtimas das repres\u00e1lias.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Essa tarefa \u00e9 hoje imprescind\u00edvel. N\u00e3o nos podemos resignar com o movimento tal como o temos conhecido estes \u00faltimos anos. Temos de dar um passo a frente porque as tarefas que se avizinham (o retorno das mais cruas express\u00f5es do fascismo e a guerra imperialista) assim o imp\u00f5em.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Precisamos um Socorro Vermelho Internacional ligado estreitamente \u00e0s lutas anti-imperialistas de todo o mundo, ao movimento revolucion\u00e1rio da classe obreira e \u00e0 defesa e recupera\u00e7\u00e3o de todos os direitos e liberdades democr\u00e1ticas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o nos podemos limitar a conceber uma agrupa\u00e7\u00e3o mais especializada em campanhas, nas ocupa\u00e7\u00f5es de mera agita\u00e7\u00e3o, de modo que nos fa\u00e7a perder a natureza do nosso objetivo: desenvolver a solidariedade com a resist\u00eancia, organizar a luta contra a repress\u00e3o em sua den\u00fancia permanente contra o terrorismo de Estado e o fascismo. Pelo qual, julgamos como uma prioridade tecer uma organiza\u00e7\u00e3o, estabilizar uma amplia rede solid\u00e1ria capaz de encarar a repress\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As campanhas s\u00e3o para n\u00f3s uma ferramenta, n\u00e3o um objetivo em elas mesmas. As campanhas devem-nos ajudar a expandir o nosso projeto e consolidar as nossas posturas.<\/span><\/p>\n<p><b>Uma organiza\u00e7\u00e3o<\/b> <b>pol\u00edtica<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para fazer parte integrante da resist\u00eancia antifascista, h\u00e1 que terminar com a propens\u00e3o humanit\u00e1ria na qual costumam cair todas as organiza\u00e7\u00f5es de solidariedade e, portanto, devemos exprimir a origem, causa e natureza da repress\u00e3o que sofremos, que n\u00e3o \u00e9 outra que o regime fascista que prevalece em Espanha desde 1936, e como combater contra esta repress\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A luta contra a repress\u00e3o moldura-se dentro de um ambiente de luta contra o fascismo. Acha-se entre as nossas tarefas situar a luta contra a repress\u00e3o em seu exato e profundo conte\u00fado pol\u00edtico, o que nos leva a assumir e apoiar umas reivindica\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas m\u00ednimas, e a nos consciencializar do fato n\u00f3s constituirmos uma mesma parte do conjunto do movimento revolucion\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Justamente, pelo destacado papel na luta contra o terrorismo de Estado, o Socorro Vermelho Internacional desvia-se radicalmente de qualquer pr\u00e1tica contaminada pelo reformismo ou que se exprima a trav\u00e9s de atitudes espont\u00e2neas, desorganizadas, ou desvinculadas de objetivos concretos, que tornam in\u00fatil e in\u00f3cua qualquer den\u00fancia ao regime. S\u00e3o estas pr\u00e1ticas reformistas as quais temos a obriga\u00e7\u00e3o de desmascarar e aniquilar do seio do movimento.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Definitivamente, estamos a plantear o inevit\u00e1vel car\u00e1cter pol\u00edtico da luta contra a repress\u00e3o. A solidariedade com os presos, a den\u00fancia do Estado, a luta contra o terror fascista, simplesmente n\u00e3o se pode fazer desde uma \u00f3tica \u00abapol\u00edtica\u00bb, \u00e0 margem do compromisso que nos obriga a ligar-nos com a mesma resist\u00eancia, porque fazemos parte de essa resist\u00eancia. O movimento contra a repress\u00e3o deve ser assumido como mais um frente de luta do conjunto do movimento popular e revolucion\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O Socorro Vermelho Internacional tem a fun\u00e7\u00e3o de organizar amplos setores populares na den\u00fancia ao fascismo, do car\u00e1ter cada vez mais fascista dos estados \u00abdemocr\u00e1ticos\u00bb e dos instrumentos (\u00ablegais\u00bb e \u00abilegais\u00bb) judiciais, policiais ou legislativos (tamb\u00e9m econ\u00f3micos, sociais&#8230;) dos quais se prestam para impor seus planos de explora\u00e7\u00e3o e opress\u00e3o e eliminar qualquer surto de dissid\u00eancia ou contesta\u00e7\u00e3o. O Socorro Vermelho Internacional deve ser um meio pelo qual consciencialize entre cada vez mais amplos setores da popula\u00e7\u00e3o, pois ningu\u00e9m neste contexto est\u00e1 livre da repress\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por isso mesmo, devemos nos atrever a definir o Socorro Vermelho Internacional como um instrumento considerado como aglutinante de amplos setores populares. J\u00e1 que se s\u00f3 o Socorro Vermelho Internacional \u00e9 um aglutinante, o canal contra a repress\u00e3o do movimento popular, que organiza e dirige a solidariedade com a resist\u00eancia, ent\u00e3o s\u00f3 o Socorro Vermelho Internacional vai poder expulsar todo seu potencial como arma de den\u00fancia pol\u00edtica, s\u00f3 ent\u00e3o vai ter sentido quando dizemos que \u00e9 preciso que a luta contra a repress\u00e3o seja concebida de maneira unit\u00e1ria, quebrando sectarismos est\u00e9reis e paralisantes, clarificando posi\u00e7\u00f5es e atuando internacionalmente, do modo coordenado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os presos pol\u00edticos desempenham um papel fundamental em qualquer movimento solid\u00e1rio. Mas n\u00e3o devemos trat\u00e1-los com vitimiza\u00e7\u00e3o e lamentando sua situa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o t\u00eam de converter-se em objetos de devo\u00e7\u00e3o que possam ser utilizados, mas n\u00e3o sejam tidos em conta. \u00c9 nosso dever fazer que os presos revolucion\u00e1rios tenham voz pr\u00f3pria no seio do movimento, na rua. Como sujeitos, os presos continuam a exercer sua tarefa militante. Est\u00e3o entre nossos principais labores exigir e conseguir sua liberdade, arranc\u00e1-los das c\u00e1rceres; mas deve ser essencial facilitar o m\u00e1ximo contato entre a rua e o interior das pris\u00f5es. O preso tamb\u00e9m deve participar, como qualquer outro, no debate pol\u00edtico, e n\u00f3s devemos garantir-lhe esta participa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Devemos ter presente a condi\u00e7\u00e3o de \u00abpresos pol\u00edticos\u00bb dos militantes revolucion\u00e1rios encarcerados, e a reclama\u00e7\u00e3o do reconhecimento de sua condi\u00e7\u00e3o \u00e9 parte da batalha pol\u00edtica que devemos arrancar ao Estado.<\/span><\/p>\n<p><b>Constitu\u00edmos uma organiza\u00e7\u00e3o independente y democr\u00e1tica<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando falamos de organiza\u00e7\u00e3o somos conscientes das carater\u00edsticas pr\u00f3prias que deve ter um movimento como o nosso, que nunca deve ser centralizado nem burocr\u00e1tico, sen\u00e3o pelo contr\u00e1rio amplo, aberto a todo tipo de gente que deseje exprimir das mais v\u00e1rias maneiras sua colabora\u00e7\u00e3o. O Socorro Vermelho Internacional tem que agrupar membros de todas as ideologias, sem qualquer diferen\u00e7a, porque o regime est\u00e1 a atacar a todo tipo de movimentos pol\u00edticos e sociais: independentistas, libert\u00e1rios, comunistas, aut\u00f3nomos, pacifistas, etc. Todos eles devem ser apoiados e devem ter aqui um lugar para se defender. \u00c9 obvio que h\u00e1 todo tipo de diferen\u00e7as entre eles, mas o que nos une \u00e9 muito mais profundo: estamos a lutar contra o mesmo Estado fascista, com o que queremos acabar.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Todos esses movimentos e n\u00f3s pr\u00f3prios fazemos parte de uma mesma luta e, por consequ\u00eancia, devemos nos comprometer ativamente em sua defensa, nos ligar estreitamente a todas suas iniciativas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Pois bem, o Socorro Vermelho Internacional n\u00e3o depende de mais ningu\u00e9m que de ele mesmo. Uma organiza\u00e7\u00e3o das nossas caracter\u00edsticas deve estar presidida pela democracia interna, e nossas decis\u00f5es as devemos tomar nas reuni\u00f5es e assembleias nas que fiquemos de acordo. \u00c9 ali que vamos dever discutir e adotar as decis\u00f5es de maneira democr\u00e1tica, sem consentir inger\u00eancias de ningu\u00e9m.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A nossa for\u00e7a ser\u00e1 nossa independ\u00eancia, sem esquecer que essa for\u00e7a deve s\u00ea-lo nomeadamente em rela\u00e7\u00e3o ao Estado fascista, e que n\u00e3o podemos converter-nos numa ONG \u00e0 moda, das que dizem que lutam quando em realidade vivem das subven\u00e7\u00f5es com as que as manipula e suborna o pr\u00f3prio Estado fascista. Para garantir nossa independ\u00eancia n\u00f3s n\u00e3o admitimos nenhum tipo de subven\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mas a mais ampla democracia n\u00e3o fica enfrentada com a uni\u00e3o e a coordena\u00e7\u00e3o mais estreita entre todas as organiza\u00e7\u00f5es locais e regionais, com o fim de todos marcharmos na mesma dire\u00e7\u00e3o e para os mesmos objetivos, para o qual \u00e9 imprescind\u00edvel a forma\u00e7\u00e3o de um comit\u00e9 que dirija o trabalho, desenvolva a organiza\u00e7\u00e3o e segure a difus\u00e3o de nossas publica\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o somos um grupo humanit\u00e1rio sen\u00e3o militante. Nossa solidariedade \u00e9 pol\u00edtica porque, em \u00faltima inst\u00e2ncia, n\u00e3o defendemos \u00e0s pessoas v\u00edtimas das repres\u00e1lias, sen\u00e3o sua luta consequente atrav\u00e9s delas. Nossa rela\u00e7\u00e3o com estas v\u00edtimas n\u00e3o \u00e9 pessoal, porque sejamos amigos, vizinhos o colegas do trabalho, sen\u00e3o que tentamos defender o que representam, sua atividade, seu compromisso e sua luta combatente e comprometida.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m disso, tentamos ser uma organiza\u00e7\u00e3o unit\u00e1ria. Mas aqui n\u00e3o falamos de envolver quantos mais coletivos e setores melhor, sen\u00e3o de conceber o papel da luta contra a repress\u00e3o como uma moldura unit\u00e1ria na que devem estar pau a pau todos aqueles setores populares e revolucion\u00e1rios numa perspectiva antifascista e anti-imperialista.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Neste sentido, temos de empreender a iniciativa de abrir um amplo debate entre aqueles setores que realizam um trabalho contra a repress\u00e3o planteando nossas propostas para unir for\u00e7as e fortalecer a solidariedade.<\/span><\/p>\n<p><b>Uma organiza\u00e7\u00e3o internacionalista<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A necessidade duma organiza\u00e7\u00e3o como a que propomos prov\u00e9m tamb\u00e9m do curso belicista que t\u00eam empreendido as grandes pot\u00eancias por um novo reparto do mundo. N\u00e3o faz muito tempo que desde todas as frentes medi\u00e1ticas nos faziam acreditar que depois da desapari\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica y o campo socialista, a guerra fria tinha acabado e o capitalismo triunfante era um para\u00edso de progresso e bem-estar, de liberdade e democracia sem igual.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o t\u00eam passado mais de doze anos e a crise econ\u00f3mica descarrega-se brutalmente sobre os ombros dos trabalhadores: demiss\u00f5es massivas, precariza\u00e7\u00e3o do emprego, redu\u00e7\u00f5es dos sal\u00e1rios, aumento da jornada do trabalho&#8230; Todos os danos do capitalismo est\u00e3o a enfatizar-se e v\u00e3o ser ainda piores conforme a burguesia os agrave com o fim de financiar as despe\u00e7as do armamento e a guerra.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 essa mesma perspectiva b\u00e9lica que conduze a reprimirem com sanha a m\u00ednima dissid\u00eancia para seus planos militaristas e encarcerarem aos antifascistas, comunistas, anarquistas, patriotas e anti-imperialistas; a aquelas pessoas, coletivos, organiza\u00e7\u00f5es e partidos que n\u00e3o se sometem \u00e0s regras do capital, nem \u00e0 cada vez maior progress\u00e3o para o fascismo de seus Estados; a quem n\u00e3o suporta a fome, a mis\u00e9ria, a repress\u00e3o e a morte que causa sua atua\u00e7\u00e3o na imensa maioria da humanidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O imperialismo n\u00e3o pode tolerar a m\u00ednima dissid\u00eancia consequente e, enquanto briga por um novo reparto do mundo com o qual vir \u00e0 tona de sua end\u00e9mica crise, incrementa suas medidas repressivas pol\u00edticas, policiais e de contrainforma\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica e psicol\u00f3gica, com as quais tenta neutralizar, e se n\u00e3o o consegue, esmagar ao movimento obreiro e popular e suas organiza\u00e7\u00f5es mais combativas e de vanguarda em qualquer parte do mundo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando a repress\u00e3o e a agress\u00e3o armadas atravessam fronteiras e tornam-se eixo das pol\u00edticas dos Estados capitalistas, tamb\u00e9m os antifascistas, anti-imperialistas, anarquistas e comunistas; trabalhadores, estudantes, intelectuais e artistas precisam de se organizar internacionalmente para enfrent\u00e1-los.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O Socorro Vermelho Internacional \u00e9 essencialmente internacionalista, se bem que para que este internacionalismo fique firme e fecundo tem de estar radicado e fundamentado no trabalho de cada pais. Por isso \u00e9 imprescind\u00edvel cada pais levar a cabo uma ampla labor de organiza\u00e7\u00e3o e den\u00fancia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o basta denunciar a repress\u00e3o e criticar o que n\u00e3o queremos: se vamos ser realmente um movimento pol\u00edtico, temos que oferecer uma alternativa do que pretendemos atingir, um Programa que defenda e contribua recobrar os direitos e liberdades democr\u00e1ticas e para o qual esperamos todo tipo de colabora\u00e7\u00f5es. S\u00f3 desta maneira vamos adunar a solidariedade, hoje t\u00e3o esfumada.<\/span><\/p>\n<p><b>O Programa que propomos discutir e aprovar est\u00e1 a seguir:<\/b><\/p>\n<p><b>1- Medidas contra a guerra imperialista<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Paraliza\u00e7\u00e3o imediata dos preparativos b\u00e9licos. Sa\u00edda da OTAN e outros blocos militares agressivos. Defensa da paz, o desarme e a amizade entre todos os povos do mundo. Solidariedade com as lutas anti-imperialistas e defensa de aqueles que s\u00e3o perseguidos por dito motivo. Castigo exemplar para os criminais de guerra. Dissolu\u00e7\u00e3o da Europol e aboli\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os policial e judicial europeus.<\/span><\/p>\n<p><b>2- Medidas contra a repress\u00e3o<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Amnistia para todos os presos pol\u00edticos e amplo indulto para presos por causas sociais. Elimina\u00e7\u00e3o do regime FIES e do isolamento penitenci\u00e1rio. Derroga\u00e7\u00e3o da <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Ley de Seguridad Ciudadana<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Videovigilancia<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> e outras leis especiais; dissolu\u00e7\u00e3o da Audiencia Nacional, dos tribunais militares e de corpos repressivos, assim como demiss\u00f5es dos torturantes e implicados na guerra suja. Proibi\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es e prensa fascista e racista.<\/span><\/p>\n<p><b>3- Direitos democr\u00e1ticos<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Direito \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o dos povos e na\u00e7\u00f5es oprimidas. Liberdade de express\u00e3o, reuni\u00e3o, associa\u00e7\u00e3o e manifesta\u00e7\u00e3o sem autoriza\u00e7\u00e3o pr\u00e9via. Direito de asilo e ref\u00fagio para todos os perseguidos por sua luta contra o imperialismo e o capitalismo. Plenos direitos de cidadania para os trabalhadores imigrantes.<\/span><\/p>\n<p><b>4- Direitos sociais<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Erradica\u00e7\u00e3o do desemprego, proibi\u00e7\u00e3o da precariedade e redu\u00e7\u00e3o da jornada laboral. Igualdade da mulher trabalhadora. Subs\u00eddio para todos os parados. Habita\u00e7\u00f5es dignas e econ\u00f3micas. Direito de ocupa\u00e7\u00e3o das habita\u00e7\u00f5es e terras abandonadas. Locais de uso gratuito para a juventude. Ensino democr\u00e1tico e gratuito para todos e derroga\u00e7\u00e3o da LOU. Dissolu\u00e7\u00e3o do ensino privado e eclesi\u00e1stico. Separa\u00e7\u00e3o da igreja e o Estado, proibi\u00e7\u00e3o de subvencionar confiss\u00f5es religiosas. Liberdade de consci\u00eancia e pr\u00e1tica de culto sem discrimina\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><b>_______________________<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Voc\u00ea pode pedir Programas ou informa\u00e7\u00e3o. Ajude a distribui-los e colabore na cria\u00e7\u00e3o e na extens\u00e3o de novos Comit\u00e9s na sua localidade. Distribua as informa\u00e7\u00f5es e den\u00fancias no seu bairro, localidade ou regi\u00e3o. <\/span><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #a62626;\">Ajude e colabore com a solidariedade antifascista e internacionalista!!<\/span><\/h2>\n<p><b>Informe da situa\u00e7\u00e3o do Coletivo de Pres@s Pol\u00edtic@s comunistas e antifascistas<\/b><\/p>\n<p><b>O Coletivo de presxs pol\u00edticxs comunistas, antifascistas e solid\u00e1rios o comp\u00f5e um grupo de 33 prisioneir@s, 18 homens e 15 mulheres, dos quais 1 \u00e9 militante do Socorro Rojo Internacional -SRI-, 14 do Partido Comunista de Espanha (reconstitu\u00eddo) \u2013PCE(r)-, e os outros 18, dos Grupos de Resist\u00eancia Antifascista Primeiro de Outubro -GRAPO-. Al\u00e9m disso, ficam 6 ativistas do SRI em liberdade provisional at\u00e9 ju\u00edzo, depois de ter cumprido um per\u00edodo em pris\u00e3o.<\/b><\/p>\n<p><b>A pol\u00edtica de criminaliza\u00e7\u00e3o e repress\u00e3o, na que se inserta a nomeada \u201cPol\u00edtica de dispers\u00e3o penitenci\u00e1ria\u201d, faz que o Coletivo tenha tido presos at\u00e9 em tr\u00eas pa\u00edses, Espanha, Fran\u00e7a e It\u00e1lia, repartidos atualmente em 25 c\u00e1rceres, todos eles em \u201cPrimeiro grado reg\u00edmen especial\u201d -m\u00e1ximo isolamento-. Dentro dos c\u00e1rceres nos que coincidem, a maioria deles est\u00e1 em m\u00f3dulos distintos, de modo que na pr\u00e1tica cada presa ou preso pol\u00edtico do Coletivo acha-se em total isolamento. D\u00e1-se a conjuntura de presos do Coletivo que, levando anos no mesmo c\u00e1rcere, ainda n\u00e3o se viram nem uma s\u00f3 vez. Al\u00e9m disso, ainda, na maior parte dos c\u00e1rceres nem sequer os situam nos mesmos m\u00f3dulos junto com outros presos pol\u00edticos de outras organiza\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias.<\/b><\/p>\n<p><b>Outra situa\u00e7\u00e3o alarmante e para denunciar \u00e9 a aplica\u00e7\u00e3o de fato da pris\u00e3o perp\u00e9tua<\/b><b>, ainda que alguns presos j\u00e1 deviam estar em liberdade com a parte proporcional cumprida. J\u00e1 s\u00e3o 4 os militantes do Coletivo condenados para o resto da vida, mais a Miguel \u00c1ngel Bergado Mart\u00ednez; ap\u00f3s 30 anos no c\u00e1rcere, desde o 8 de maio de 1981, foi-lhe aplicada a \u201cpris\u00e3o perp\u00e9tua\u201d, que significou de fato o cumprimento \u00edntegro at\u00e9 o 1 de maio de 2011, quando saiu de Puerto I.<\/b> <b>-Xaime Sim\u00f3n Quintela: 26 anos no c\u00e1rcere, condena cumprida, mas foi-lhe aplicada a \u201cpris\u00e3o perp\u00e9tua\u201d, que significa de fato o cumprimento \u00edntegro at\u00e9 janeiro de 2015.<\/b> <b>-Suso Cela Seoane: 27 anos no c\u00e1rcere em dois tempos; condena cumprida, mas foi-lhe aplicada a perp\u00e9tua at\u00e9 o ano 2020. Lembremo-nos que foi sequestrado pelos GAL de Rold\u00e1n no ano 1990, drogado, torturado, e s\u00f3 libertado porque ele n\u00e3o tinha a informa\u00e7\u00e3o que o Estado precisava. Os seus captores, agentes da Guardia Civil do servi\u00e7o de informa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o foram condenados, sen\u00e3o ascendidos.<\/b> <b>-Mar\u00eda Jes\u00fas Romero Vega: 21 anos no c\u00e1rcere, condena cumprida. Foi-lhe aplicada a \u201cpris\u00e3o perp\u00e9tua\u201d de fato at\u00e9 2020.<\/b> <b>-Olga Oliveira Alonso: 21 anos no c\u00e1rcere, pena cumprida. Foi-lhe aplicada a \u201cpris\u00e3o perp\u00e9tua\u201d de fato at\u00e9 2020.<\/b><\/p>\n<p><b>Quanto \u00e0 situa\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria, constate-se que h\u00e1 6 pres@s, @s quais t\u00eam doen\u00e7as graves e incur\u00e1veis, que est\u00e3o sequestrados de fato:<\/b> <b>-Manuel P\u00e9rez Mart\u00ednez, Secret\u00e1rio Geral do PCE(r), 67 anos, 18 anos preso em tr\u00eas tempos, doen\u00e7as oculares muito graves, h\u00e9rnia de hiato e grave debilidade geral devido \u00e0 brutal situa\u00e7\u00e3o de encarceramento e isolamento. \u00c9 o \u00fanico m\u00e1ximo dirigente duma organiza\u00e7\u00e3o comunista desde Dimitrov que esteve preso em dois pa\u00edses, unicamente por milit\u00e2ncia POL\u00cdTICA. Est\u00e1 a ser julgado por todas as a\u00e7\u00f5es dos GRAPO dos \u00faltimos anos. Absolvido em muitas delas, continua em pris\u00e3o, condenado a 13 anos, por \u201comiss\u00e3o de crime\u201d.<\/b> <b>-Mar\u00eda Jos\u00e9 Ramos And\u00fajar, militante dos GRAPO, 18 anos presa em dois tempos. Precisa de implante de f\u00edgado e \u00e9 doente de VIH, que em situa\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria n\u00e3o tem nenhum tratamento. Desde 2010 est\u00e1 pendente do implante dum by-pass coron\u00e1rio. Dispersada v\u00e1rias vezes em meio ano.<\/b> <b>-Manuel Arango Riego, militante do PCE(r), 65 anos; 10 anos preso em dois tempos. Sofre uma grave ci\u00e1tica cr\u00f3nica que lhe impede realizar qualquer labor normal. Graves problemas de mobilidade; precisa da ajuda de outros presos. Hipermedicado.<\/b> <b>-Carmen Mu\u00f1oz Mart\u00ednez, militante do PCE(r). 28 anos presa em tr\u00eas tempos. Sofre c\u00e2ncer de mama, do qual, ap\u00f3s ser operada, teve de submeter-se a duras sess\u00f5es de quimioterapia assim como outras v\u00e1rias de reabilita\u00e7\u00e3o, lesivas para o resto de sua sa\u00fade. Hipermedicada.<\/b> <b>-Laureano Ortega Ortega, membro dos GRAPO. 49 anos. 22 anos em pris\u00e3o em tr\u00eas tempos. Em setembro de 2010 sofreu um ataque ao cora\u00e7\u00e3o, pelo qual se internou em grave estado; agora medicado e esgotado. Fica em m\u00f3dulo de isolamento em Puerto III, a 2200 Km de sua fam\u00edlia.<\/b> <b>-Isabel Aparicio S\u00e1nchez, militante do PCE(r). 57 anos. 8 anos presa em dois tempos. Padece artroses e osteoporose geral, flebite, sinusite grave cr\u00f4nica, catarata, e as v\u00e9rtebras lombares com necessidade de v\u00e1rias opera\u00e7\u00f5es cir\u00fargicas para n\u00e3o ficar em cadeira de rodas.<\/b><\/p>\n<p><b>Quanto \u00e0 situa\u00e7\u00e3o nos c\u00e1rceres, as comunica\u00e7\u00f5es, as liga\u00e7\u00f5es e as visitas s\u00e3o controladas para a maioria absoluta dos revolucion\u00e1rios presos. Em geral, s\u00f3 podem enviar 2 cartas por semana e de 5 a 8 liga\u00e7\u00f5es a familiares de 5 minutos exatos cada uma. As visitas duram de 40 a 50 minutos por semana e n\u00e3o s\u00e3o acumul\u00e1veis.<\/b><\/p>\n<p><b>Quase todos os militantes do Coletivo sofrem a dispers\u00e3o geogr\u00e1fica de sua nacionalidade ou regi\u00e3o de origem. Os galegos, em c\u00e1rceres de Andaluzia; os bascos, no mesmo. Os andaluzes, em c\u00e1rceres do norte, as madrilenas, em Valen\u00e7a, e assim sucessivamente. Este \u00e9 um castigo aplicado a seus familiares e amigos que v\u00e3o visita-los, pois para um encontro de 40 minutos, t\u00eam de realizar viagens de, por exemplo, 2 dias, com centos de euros de despe\u00e7as, al\u00e9m dos acidentes que se t\u00eam produzido pela dispers\u00e3o. A situa\u00e7\u00e3o alimentaria constitui outra ferramenta de tentativa de exterm\u00ednio. Paparrotada de comida, alimentos caducados (inclusive dados aos presos pol\u00edticos doentes), supermercados sem fins lucrativos no c\u00e1rcere com pre\u00e7os proibitivos, muito mais altos que fora; de tal modo que as doen\u00e7as buco-dentais e de est\u00f4mago j\u00e1 s\u00e3o uma coisa cr\u00f4nica na imensa parte de eles. Para n\u00e3o mencionar os v\u00e1rios c\u00e1rceres com pragas de ratas e baratas.<\/b><\/p>\n<p><b>Espanha, 2011.<\/b><\/p>\n<p><b>Dados referentes a 8 de maio de 2011<\/b><\/p>\n<p><b>Transi\u00e7\u00e3o? Que transi\u00e7\u00e3o?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Uma das reivindica\u00e7\u00f5es mais sentidas pelo massivo e radicalizado movimento de massas de meados dos anos 70 e que a esquerda domesticada, inicialmente, utilizou para suas barganhas com a oligarquia fascista, mercadejando com os fundos e leg\u00edtimos anseios das massas obreiras e populares, exprimia-se a trav\u00e9s da ordem \u201cCorpos repressivos, dissolu\u00e7\u00e3o!\u201d, que concentrava o odeio extremo para os s\u00e1dicos torturadores da Guardia Civil e a Polic\u00eda Armada, especialmente para a se\u00e7\u00e3o encarregada da repress\u00e3o pol\u00edtica, a odiada e temida Brigada Pol\u00edtico-Social, PBS, aut\u00eantico Estado-Maior do terror formado pelos mais execr\u00e1veis e vis torturadores. Como \u00e9 sabido, depois da II Guerra Mundial, os pa\u00edses aliados estabeleceram um programa nos pa\u00edses liberados do jugo nazi-fascista, que ia desde a forma\u00e7\u00e3o dum Governo Provisional integrado pelas for\u00e7as pol\u00edticas que se tinham enfrentado, em seus respetivos pa\u00edses, \u00e0 tirania antifascista, at\u00e9, nos pa\u00edses com tradi\u00e7\u00e3o mon\u00e1rquica, um referendum elegendo a forma do Estado (mon\u00e1rquica ou republicana), passando pela depura\u00e7\u00e3o do aparato repressivo do Estado e o ajuizamento de aqueles com responsabilidades penais, que seriam julgados por \u201ccrimes contra lesa-humanidade\u201d, os quais s\u00e3o imprescrit\u00edveis. Nada de isso aconteceu no Estado espanhol.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Considero convenente come\u00e7ar com um exemplo que podia ilustrar sozinho a natureza da reforma fascista. Roberto Conesa \u00e9 o s\u00edmbolo mais eloquente da continuidade do fascismo, da sua adapta\u00e7\u00e3o a trav\u00e9s de mudan\u00e7as ornamentais que se podem resumir na integra\u00e7\u00e3o da esquerda domesticada em sua forma terrorista de domina\u00e7\u00e3o. Em 1939 Conesa \u00e9 o encarregado de coar-se no Socorro Rojo Internacional, o que acarretaria a deten\u00e7\u00e3o de 13 jovens comunistas militantes das Juventudes Socialistas Unificadas, sob torturas e falsas acusa\u00e7\u00f5es. Aquelas 13 jovens passariam \u00e0 hist\u00f3ria com o nome de \u201c13 rosas vermelhas\u201d. Em 1942 encarrega-se do desmantelamento do aparato de propaganda do PSOE e da UGT, que depois da sua p\u00e9rfida participa\u00e7\u00e3o no Golpe casadista, deixou seus militantes de base indefensos ante as hostes fascistas; em dita opera\u00e7\u00e3o \u00e9 assassinado Antonio Donoso. Esse mesmo ano Heriberto Qui\u00f1ones participa na deten\u00e7\u00e3o e as torturas, o respons\u00e1vel da estrutura clandestina do PCE no interior. \u00c9 fuzilado sentado numa cadeira: foi mutilado perante as torturas e sua coluna vertebral foi quebrada. No come\u00e7o dos anos 50 os antifascistas que estavam nas m\u00e3os dele afirmam que depois das piores torturas, sempre usava um tom \u201cpaternalista\u201d. A meados dos anos 50, vai embora \u00e0 Rep\u00fablica Dominicana para a instru\u00e7\u00e3o dos esquadr\u00f5es da morte do ditador fascista e t\u00edtere ianque, Trujillo. Em 1977 (dois anos antes tinha sido o encarregado das torturas aos detidos em virtude do decreto-lei antiterrorista de Agosto do ano 75, que acabou com o fuzilamento de 5 antifascistas, 3 militantes de ETA e 2 da FRAP) o nome dele aparece em todas as manchetes de imprensa: ele \u00e9 o \u201csuperagente\u201d, o \u201csupercomiss\u00e1rio\u201d Conesa, \u201caquele que salvaguarda a democracia\u201d que tinha liberado Villaescusa, carniceiro presidente do Conselho de Justi\u00e7a Militar, e ao oligarca Oriol y Urquijo, part\u00edcipe dos crimes de Montejurra no ano 76, que tinham sido sequestrados pelos GRAPO. Todos os detidos de dita organiza\u00e7\u00e3o armada denunciam brutais torturas. O nome dele aparece salpicado em numerosas tramas de terrorismo de Estado. Por exemplo, naquela conhecida como \u201cOpera\u00e7\u00e3o Mallorca\u201d. Junto com o ministro fascista Mart\u00edn Villa (atualmente presidente de Sogecable, o que n\u00e3o deixa de ser curioso j\u00e1 que ele mesmo encarregou-se de proteger aos ultradireitistas que, no ano 77, colocaram um explosivo na sede do jornal <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">El Pa\u00eds<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, custando a vida ao zelador do edif\u00edcio), e ao \u00edntimo dele desde o tempo da sua milit\u00e2ncia no SEU (sindicato universit\u00e1rio fascista e parapolicial), Mariano Nicol\u00e1s, organizam o intento de assassinato do secret\u00e1rio general do MPAIAC, Antonio Cubillo, independentista can\u00e1rio refugiado em Argel. O Estado fascista espanhol \u00e9 pressionado pela RFA a trav\u00e9s do agente do BND Werner Mauss, quem veia os interesses das companhias comerciais e a\u00e9reas de Alemanha ocidental danados pelos petardos que \u00e0s vezes colocava o MPAIAC nos aeroportos. Para o assassinato, contrataram um grupo de assassinos assalariados, encabe\u00e7ados por Jos\u00e9 Luis Espinosa, \u201cGustavo\u201d. Este indiv\u00edduo j\u00e1 tinha sido infiltrado no PCE(m-l) e na FRAP, assim como na UGT de Murcia para \u201climpar o sindicato de fascistas\u201d. Cubillo \u00e9 esfaqueado repetidas vezes ao entrar no portal da sua casa mas, finalmente, consegue salvar a vida, arrastando sequelas para sempre. A mesma opera\u00e7\u00e3o conduz \u00e0 deten\u00e7\u00e3o, no ano 77, de todo o Comit\u00e9 Central do PCE(r). Cubillo apresentou o mercen\u00e1rio Espinosa a militantes de esse partido e dos GRAPO. A dire\u00e7\u00e3o do PCE(r) foi condenada, como durante o fascismo franquista, por \u201cassocia\u00e7\u00e3o il\u00edcita\u201d e \u201cpropaganda ilegal\u201d. E assim, todo volta para o come\u00e7o, a Conesa. Os detidos do PCE(r) e dos GRAPO s\u00e3o conduzidos \u00e0s s\u00f3rdidas masmorras da DGS, onde t\u00eam a \u201cbarra\u201d, a \u201cbanheira\u201d e outros \u201csofisticados\u201d e \u201cdemocr\u00e1ticos\u201d m\u00e9todos de interrogat\u00f3rio em manos dum especialista como Conesa e seu subordinado mais direto, Juan Antonio Gonz\u00e1lez Pacheco, \u201cBilly el Ni\u00f1o\u201d, a esper\u00e1-los. Foi chefe da se\u00e7\u00e3o antiGRAPO da Brigada Central de Informa\u00e7\u00e3o at\u00e9 o come\u00e7o dos anos 80, considerada inclusive entre m\u00e9dios policiais como a mais \u201cdura\u201d da \u00e9poca.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 prov\u00e1vel que \u201cBilly el Ni\u00f1o\u201d seja o mais tristemente c\u00e9lebre dos torturadores da BPS, at\u00e9 o ponto de que em um dos cap\u00edtulos do ran\u00e7oso e nost\u00e1lgico seriado <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Cu\u00e9ntame<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> \u00e9 mencionado como personifica\u00e7\u00e3o da repress\u00e3o franquista. Aparece j\u00e1, junto com Conesa, nas torturas dos detidos em Agosto do ano 75, que culminaram com o fuzilamento do 27 de Setembro; o nome dele aparece implicado na matan\u00e7a de advogados laboristas de Atocha, feito assinalado pelo conhecido ultradireitista Ernesto Mil\u00e1, fundador do Partido Espanhol Nacional Sindicalista sob a prote\u00e7\u00e3o do SECED de Carrero Blanco, como o principal instigador daquela matan\u00e7a, na que tamb\u00e9m aparece o nome de Andr\u00e9s Casinello (de quem vamos discorrer mais adiante) e de neofascistas italianos implicados na Internacional Negra e a \u201cOpera\u00e7\u00e3o Gl\u00e1dio\u201d. Em 1980 \u00e9 assinalado por Manuel Ballesteros como intermedi\u00e1rio entre a Pol\u00edcia e os assassinos assalariados encarregados de realizar as a\u00e7\u00f5es de guerra suja durante o ju\u00edzo pela metralhada do bar Hendayais, que custou a vida a duas pessoas. A metralhada \u00e9 levada a cabo por tr\u00eas mercen\u00e1rios franceses ex-militantes da OAS, organiza\u00e7\u00e3o paramilitar francesa encarregada de assassinatos, sequestros, desapari\u00e7\u00f5es&#8230; durante a guerra de Arg\u00e9lia, que levaram a cabo a\u00e7\u00f5es ordenadas pelo Estado tanto sob as siglas de Batalh\u00e3o Basco-Espanhol quanto \u00e0s dos GAL: Jean-Pierre Cherid e os irm\u00e3os Perret. O primeiro tamb\u00e9m seria o encarregado, entre outros, dos assassinatos de Mart\u00edn Eizaguirre e Aurelio Fern\u00e1ndez Cario, militantes do PCE(r), ap\u00f3s o periodista-pol\u00edcia Alfredo Sempr\u00fan tivesse assinalado, falsamente, a Eizaguirre de ser o \u201ccoordenador do terrorismo europeu\u201d, nada mais, nada menos. Cherid morre quando o artefato que manipulava, destinado ao carro dum refugiado basco, explode. A fam\u00edlia do mercen\u00e1rio exigiu ao Estado uma pens\u00e3o depois seu falecimento. Um pol\u00edcia, nesse momento em licen\u00e7a, avalizava a peti\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia: Juan Antonio Gonz\u00e1lez Pacheco, \u201cBilly, el Ni\u00f1o\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Manuel Ballesteros \u00e9 outro dos s\u00e1dicos que dedicou toda a sua vida a destro\u00e7ar os ossos e os \u00f3rg\u00e3os dos antifascistas, um verdadeiro profissional da tortura. Por exemplo, o fil\u00f3sofo e escritor Vicent Raga, detido no ano 69, na descri\u00e7\u00e3o das abjetas e brutais torturas que sofreu por parte de Ballesteros, relata at\u00e9 um simulacro de execu\u00e7\u00e3o. Isso n\u00e3o \u00e9 impedimento para ele alcan\u00e7ar em \u201cdemocracia\u201d os mais altos cargos na luta \u201cantiterrorista\u201d. No ano 81 \u00e9 nomeado chefe do Mando Unificado da Luta Contraterrorista, uma esp\u00e9cie de Conselho de Seguridade Nacional, um \u00f3rg\u00e3o de contrarrevolu\u00e7\u00e3o permanente \u201c\u00e0 espanhola\u201d. No ano 81 \u00e9 cessado pela sua implica\u00e7\u00e3o no atentado do bar Hendayais, mas Barrionuevo recupera-o para o ano seguinte para a centraliza\u00e7\u00e3o e institucionaliza\u00e7\u00e3o da guerra suja, primeiro como Chefe de Opera\u00e7\u00f5es Especiais, e logo, como Diretor do Gabinete de Informa\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio do Interior espanhol, cargo que ocupou de 1987 a 1994. Dantes tinha substitu\u00eddo a seu maestro, Conesa, \u00e1 frente da Brigada Central de Informa\u00e7\u00e3o e a primeira coisa que faz \u00e9 colocar nos altos mandos policiais a c\u00e3es raivosos da BPS como G\u00f3mez Sandoval. Este indiv\u00edduo, membro da BPS, encarregado da repress\u00e3o do movimento universit\u00e1rio, aparece tamb\u00e9m implicado no \u201ccaso Scala\u201d, ato de terrorismo de Estado no qual faleceram quatro pessoas, com o qual se pretendia liquidar o movimento anarquista. O caso de Enrique Ruano \u00e9 eloquente para saber como entendiam pessoas como G\u00f3mez Sandoval a repress\u00e3o do movimento universit\u00e1rio. Este jovem universit\u00e1rio era militante da Frente de Revolu\u00e7\u00e3o Popular, uma organiza\u00e7\u00e3o pequeno-burguesa, detido em 1969, num momento no que o regime tinha declarado o Estado de exce\u00e7\u00e3o ante a onda de lutas obreiras e estudantis. \u00c9 bestialmente torturado por agentes da BPS, at\u00e9 que falece. Ent\u00e3o \u00e9 arrojado pela janela pelos tr\u00eas assassinos para celebrar que se tinha suicidado. Em 1963, j\u00e1 foi intentado com Juli\u00e1n Grimau. O fascismo lan\u00e7a uma das suas habituais campanhas de intoxica\u00e7\u00e3o, ordenada por Fraga, e executada, desde o jornal <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">ABC<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, por Torcuato Luca de Tena e o j\u00e1 nomeado Alfredo Sempr\u00fan. N\u00e3o serve de nada: todo mundo sabe que Enrique Ruano tinha sido assassinado a consequ\u00eancia das selvagens torturas sofridas na DGS. Talvez n\u00e3o seja a coisa mais s\u00f3rdida e sinistra do assunto: os tr\u00eas pol\u00edcias que o detiveram, Francisco Luis Colino, Jes\u00fas Sim\u00f3n Crist\u00f3bal e Celso Galv\u00e1n, receberam em fevereiro de 1969, um m\u00eas depois do assassinato, uma \u201cfelicita\u00e7\u00e3o pelos servi\u00e7os prestados\u201d. Em total, antes de se retirar como comiss\u00e1rios, os tr\u00eas foram vinte e seis vezes condecorados; a maioria das condecora\u00e7\u00f5es obtiveram-nas depois de 1975. Celso Galv\u00e1n pertenceu \u00e0 escolta da Casa Real. Ele e Colino foram logo destinados a cargos de livre designa\u00e7\u00e3o dentro da Delega\u00e7\u00e3o do Governo em Madrid e Sim\u00f3n foi nomeado comiss\u00e1rio em Torrej\u00f3n de Ardoz (Madrid), j\u00e1 com o governo do PSOE-GAL, e Barrionuevo como ministro do Interior. Nunca mostraram o m\u00ednimo gesto de arrependimento nem de pesar.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">H\u00e1 aspetos que podem servir perfeitamente para definir um determinado fen\u00f3meno hist\u00f3rico. Em 1979 exerce do ministro do interior, sucedendo ao falangista \u201cherr\u201d Villa, Ib\u00e1\u00f1ez Freire, militar condecorado naquele momento com a Cruz de Ferro por Hitler em pessoa. Esse mesmo ano \u00e9 posto \u00e0 frente da Dire\u00e7\u00e3o Geral de Pol\u00edcia o comiss\u00e1rio Jos\u00e9 S\u00e1inz, colaborador nos quarenta da Gestapo na Fran\u00e7a ocupada pelos nazis. Mas esse ano 79 deparava mais fatos que desmascaravam de sobra a farsa da \u201ctransi\u00e7\u00e3o\u201d. Poder-se-ia citar o assassinato \u00e0s m\u00e3os dum membro da Guardia Civil da jovem ecologista Gladys del Estal enquanto realizava um protesto pac\u00edfico \u00e0 frente da central nuclear de Lem\u00f3niz, crime impune, ou o assassinato de Delgado de Codes, naquele momento Secret\u00e1rio Geral do PCE(r). Mas talvez seja mais ilustrativo o seguinte caso: esse ano aprovava-se uma lei de Autonomia Universit\u00e1ria que tinha gerado graves protestas entre os estudantes. O 13 de Dezembro, em Madrid, morrem os estudantes Jos\u00e9 Luis Monta\u00f1\u00e9s Gil e Emilio Mart\u00ednez Men\u00e9ndez a consequ\u00eancia dos tiros efetuados pela Pol\u00edcia. Ib\u00e1\u00f1ez Freire insulta desde TVE os estudantes assassinados mas, pela primeira vez nos anos da reforma fascista, tr\u00eas pol\u00edcias s\u00e3o acusados e julgados. N\u00e3o s\u00e3o condenados. No entanto, dos jovens estudantes s\u00e3o detidos por rodar o documental sobre estes fatos <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">13 de diciembre<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, e claro, censurado e sequestrado. Nove anos antes destes crimes, em 1970, o estudante Javier Escalada caia abatido pelas balas assassinas da Pol\u00edcia nas lutas contra a lei de Ensino, lei com a que gra\u00e7as ao pistol\u00e3o e o trato de favor, Jes\u00fas de Polanco come\u00e7ou amassar a sua fortuna, pelo que n\u00e3o \u00e9 estranho que o subsecret\u00e1rio de Ensino do fascismo franquista, Ricardo D\u00edez Hochleitner, acabasse num cargo bem remunerado no grupo PRISA. Assim, com o sangue do povo, engraxam-se os grandes monop\u00f3lios. Cinco anos depois dos assassinatos de Jos\u00e9 Luis Monta\u00f1\u00e9s Gil e Emilio Mart\u00ednez Men\u00e9ndez, em 1984, no mesmo lugar dos fatos, produz-se uma manifesta\u00e7\u00e3o como lembran\u00e7a aos dois assassinados, que tamb\u00e9m \u00e9 reprimida pela pol\u00edcia. Jos\u00e9 Luis Carrero Arranz participa em ela. Quando se retira da \u00e1rea, recebe um bala\u00e7o pelas costas. Felizmente, o disparo da Pol\u00edcia n\u00e3o afeta a nenhum \u00f3rg\u00e3o vital e consegue salvar a vida. No hospital do Instituto de Cirurgias Especiais (ICE), em San Bernardo, onde \u00e9 operado com sucesso, repete-se uma hist\u00f3ria j\u00e1 vivida em 1979. Neste momento est\u00e1 no governo o PSOE-GAL e o ministro do Interior \u00e9 Jos\u00e9 Barrionuevo, antigo membro do SEU franquista, reconvertido ao socialismo de Felipe Gonz\u00e1lez, mas h\u00e1 coisas que n\u00e3o cambiam: dois agentes esperam ao p\u00e9 da sala de cirurgia ao t\u00e9rmino da interven\u00e7\u00e3o e obrigam ao cirurgi\u00e3o para lhes entregar a bala que feriu a Jos\u00e9 Luis Carrero. Nunca se saber\u00e1 que pol\u00edcia disparou contra ele.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Outro ex-pol\u00edcia fascista \u00e9 Juan Antonio Gil Rubiales, que come\u00e7ou a sua caminhada na repress\u00e3o em 1971. Justo dez anos depois, encarrega-se da deten\u00e7\u00e3o e interrogat\u00f3rios do caminhoneiro basco, presunto militante de ETA, Joxe Arregui. A infame Lei Antiterrorista oferece 10 dias de incomunicabilidade para mais de 70 pol\u00edcias rebentarem a torturas ao robusto caminhoneiro. \u00c9 levado ao hospital penitenci\u00e1rio, no qual se v\u00ea com um militante de ETA p-m e um jovem militante dos GRAPO, paral\u00edtico ap\u00f3s a Pol\u00edcia o tiroteasse pelas costas, al\u00e9m rematando com um tiro na cabe\u00e7a ao seu camarada Abelardo Collazo, quando se achava malferido no ch\u00e3o. Eles dois legaram-nos as \u00faltimas palavras de Arregui antes de morrer: \u201cOso latza izan da\u201d -\u201cFoi muito duro\u201d-. As fotografias do corpo arroxeado, inchado, e dos p\u00e9s cheios de queimaduras de Arregui indignaram \u00e0 sociedade basca. De entre os mais de 70 implicados, s\u00f3 dois respons\u00e1veis diretos foram processados: Juli\u00e1n Mar\u00edn R\u00edos e Juan Antonio Gil Rubiales. Foram condenados a quatro e tr\u00eas meses de arresto respetivamente, sem c\u00e1rcere, assim como tr\u00eas e dois anos de suspen\u00e7\u00e3o de emprego e sal\u00e1rio; o qual n\u00e3o foi \u00f3bice para que, em 2005, Gil Rubiales fosse nomeado Comiss\u00e1rio Chefe do Corpo Nacional de Pol\u00edcia de Santa Cruz de Tenerife. Foi enterrado com honores de Estado, em possess\u00e3o da Cruz ao M\u00e9rito Policial com distintivo vermelho e tendo sido felicitado mais de 70 vezes, tantas como pol\u00edcias martirizaram a Arregui, pelo seu labor na luta \u201cantiterrorista\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Outro dos carniceiros de Arregui foi Juan Antonio Gonz\u00e1lez Garc\u00eda, outro ex-BPS que entrou no corpo um ano depois que Gil Rubiales, no ano 72. N\u00e3o \u00e9 o \u00fanico caso de torturas no que se viu implicado. Um ano antes do assassinato de Arregui, em 1980, \u00e9 detida Isabel Llaquet, acusada de ser Secret\u00e1ria Geral do PCE(r) depois do assassinato de Delgado de Codes. \u00c9 brutalmente torturada. Como consequ\u00eancia das les\u00f5es sofridas, constatadas por v\u00e1rios m\u00e9dicos, Llaquet teve de internar-se no Centro Municipal de Urg\u00eancias Pere Camps de Barcelona. O seu traslado a Madrid teve que ser realizado em cadeira de rodas. Em Janeiro de 1983, Isabel Llaquet reconheceu na Audiencia Nacional a Juan Antonio Gonz\u00e1lez Garc\u00eda como um dos inspetores que a torturou. Segundo o seu relato, foi batida na planta dos p\u00e9s durante 12 horas, arrancaram-lhe o p\u00ealo do p\u00fabis e foi batida sistematicamente nos peitos na chefatura superior de Pol\u00edcia de Barcelona, onde foi subjugada a interrogat\u00f3rio. Isabel Llaquet foi presa at\u00e9 bem pouco tempo. No entanto, o seu torturador \u00e9 atualmente o diretor da Pol\u00edcia Judicial, o mesmo que se viu implicado no \u201ccaso Malaya\u201d de corru\u00e7\u00e3o e o mesmo que se foi embora de ca\u00e7ada com Bermejo e Garz\u00f3n. \u00c9 poss\u00edvel imagin\u00e1-los fazendo jocosos coment\u00e1rios sobre como, ao mesmo tempo que animais, tamb\u00e9m \u00e0s vezes ca\u00e7am seres humanos; um, torturando; outro, fazendo vista grossa e ordenando a incomunicabilidade e os \u201cinterrogat\u00f3rios\u201d continuarem, o terceiro negando todo muito s\u00e9rio e enxuto por televis\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o foi Arregui o \u00fanico caso nos anos 80. Um pouco antes tinha sido torturado at\u00e9 a morte Jos\u00e9 Espa\u00f1a Vivas, simpatizante do PCE(r) e presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Vizinhos de Alcal\u00e1 de Henares. Nenhum dos agentes da Brigada de Informa\u00e7\u00e3o que o assassinaram foram processados; no entanto, sim o foram v\u00e1rios membros da Associa\u00e7\u00e3o de Vizinhos, depois duma homenagem ao seu colega assassinado. Tamb\u00e9m, em 1985, \u00e9 assassinado no quartel de Intxaurrondo Mikel Zabaltza, condutor de autocarros suposto militante de ETA. Nas palavras do capit\u00e3o da Guardia Civil, Pedro G\u00f3mez Nieto, Perote, \u201cperdeu o controle\u201d com a \u201cbanheira\u201d. Tinham-no afogado. Jogaram o seu corpo ao rio Bidasoa e afirmaram que se tinha atirado para o rio ao intentar fugir. As an\u00e1lises qu\u00edmicas da \u00e1gua demostraram que a agua do Bidasoa n\u00e3o era a mesma que aquela com a qual tinha sido afogado Zabaltza. Nas torturas e no assassinato participaram mais de uma d\u00fazia de agentes da Guardia Civil. Entre eles, destacam o viciado em coca\u00edna Enrique Dorado, mais tarde condenado pelo sequestro, torturas e assassinato dos jovens Lasa e Zabala, depois serem delatados ele mesmo e Felipe Bayo pelo narcotraficante \u201cTxofo\u201d, e Gonzalo P\u00e9rez Garc\u00eda, enviado a Iraque em mat\u00e9ria de repress\u00e3o e executado pela resist\u00eancia iraquiana. Pedro G\u00f3mez Nieto, quem informou a Perote do assassinato, era cinco anos depois, em 1990, um dos membros do \u201cGrupo Omega\u201d ou \u201cLos Pata Negra\u201d da Guardia Civil, baixo ordens diretas do ladr\u00e3o e assassino Rold\u00e1n. Nesse ano sequestram, torturam e drogam ao militante dos GRAPO Suso Cela Seoane, ao qual querem sacar informa\u00e7\u00e3o sobre o sue irm\u00e3o Paco. Pedro G\u00f3mez Nieto foi julgado por esses fatos. Hoje em dia, \u00e9 adido da embaixada espanhola em Honduras, com um sal\u00e1rio pr\u00f3ximo aos 6000 euros mensais. Esse mesmo ano de 1990 Suso Cela foi detido e torturado pela Guardia Civil, esta vez leGALmente. Atualmente continua em pris\u00e3o, sequestrado. Devia estar em liberdade, mas tem sofrido retroativamente a draconiana \u201cDoutrina Parot\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Outro exemplo paradigm\u00e1tico da verdadeira natureza da reforma fascista pode-se personificar na figura do comiss\u00e1rio Jos\u00e9 Matute. Inspetor Chefe da Brigada de Investiga\u00e7\u00e3o Pol\u00edtico-Social de Santa Cruz de Tenerife, matou numa sess\u00e3o de tortura ao militante do Partido de Unifica\u00e7\u00e3o Comunista de Can\u00e1rias, Antonio Gonz\u00e1lez Ramos, no fim de outubro do ano 75. A autoridade judicial investiga o caso, reconhecendo no sum\u00e1rio que Matute e os sequazes dele tinham chegado a amea\u00e7ar, para manter o sil\u00eancio, a colegas do corpo e a um agente da Guardia Civil com frases como \u201csil\u00eancio ou execu\u00e7\u00e3o\u201d, ou \u201cmais vale um cobarde vivo que um valente morto\u201d. Nesse momento, Matute tamb\u00e9m tortura a Manuel Trujillo Ascanio, militante da Liga Comunista Revolucion\u00e1ria. Nesse caso sim \u00e9 julgado e condenado a cinco meses de arresto, seis anos de desterro de Tenerife e o pago duma multa de 75000 pesetas. N\u00e3o chegou cumprir nenhuma das san\u00e7\u00f5es: no ano 77 aplica-se a Lei de Amnistia. Mais que uma brincadeira de mau gosto: a mesma amnistia pela que deram a sua vida militantes como Antonio Gonz\u00e1lez Ramos servia para amparar e proteger a seus verdugos, para que tudo seguisse igual. Matute aparece no ano 83 na gigantesca opera\u00e7\u00e3o de rastreios e registos massivos que se desenvolve no madrileno bairro do Pilar. N\u00e3o se retirava sem antes protagonizar um divulgado esc\u00e2ndalo, a agress\u00e3o a um dos seus superiores, o pol\u00edcia Mariano Gala.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o me posso esquecer de outro torturador da BPS, ascendido a meados dos anos 80 a m\u00e1ximo respons\u00e1vel da luta \u201cantiterrorista\u201d pelo PSOE-GAL, Jes\u00fas Mart\u00ednez Torres. Manuel Lucas de Pedro, estudante de Medicina de 21 anos quando foi detido no ano 1971, e hoje casado, com um filho, e m\u00e9dico na localidade sarago\u00e7ana de Daroca, relata a <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">El Pa\u00eds<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">: \u201cMart\u00ednez Torres pertencia \u00e0 fornada que chegou em 1970. At\u00e9 esse momento estavam somente os cl\u00e1ssicos, costumados ao movimento obreiro. Mas estes novos atuavam j\u00e1 sobre o mundo universit\u00e1rio e come\u00e7avam infiltrar gente. Perante os 10 ou 12 dias que duraram os meus interrogat\u00f3rios, a base de surras, era ele que os dirigia. N\u00e3o tinha bigode, mas o tenho identificado plenamente\u201d, assegura. \u201cParecia que levava a responsabilidade, ainda que sovava igual que o resto. A verdade \u00e9 que havia outros mais brutos, este era \u00e9 um metido. \u00c0s vezes rompia as declara\u00e7\u00f5es, se n\u00e3o gostava delas\u201d. Ao mesmo jornal, David Ubico Soler, trabalhador do metal, que ent\u00e3o tinha 24 anos e que, como militante do Partido dos Trabalhadores (PT), participava numa reuni\u00e3o preparat\u00f3ria das elei\u00e7\u00f5es para enlaces dos sindicatos verticais quando foi detido: \u201cMart\u00ednez Torres n\u00e3o era dos que mais surravam, sen\u00e3o dos que dirigiam e coordenavam os interrogat\u00f3rios dos distintos quartos e, por exemplo, fazia-te ouvir gritar ao colega do quarto do lado. Ou te dizia: \u201cOuves como chama \u00e0 mam\u00e3?\u201d. Mart\u00ednez Torres ia com uma porra na m\u00e3o, que \u00e0s vezes usava. O que mais surrava n\u00e3o era ele, sen\u00e3o outro que ainda segue aqui. Mart\u00ednez Torres dava-te um golpe, soltava uma frase c\u00ednica e ia-se embora. Tamb\u00e9m foi um dos que me levaram ao monte, a um buraco, e ao ver a propaganda n\u00e3o estar pronta, faziam insinua\u00e7\u00f5es com a pistola que dava medo&#8230; [&#8230;]. H\u00e1 oito ou dez meses, na televis\u00e3o, dando a m\u00e3o ao Rei. Foram s\u00f3 dois segundos , mas eu reconheci-o. N\u00e3o o comentei com ningu\u00e9m, exceto com a minha namorada, mas quando h\u00e1 pouco vi a foto em El Pa\u00eds j\u00e1 n\u00e3o pode conter-me e escrevi a carta ao jornal\u201d. Mais de 20 pessoas reconhecem-lhe como torturador. Ningu\u00e9m se atreveu a julg\u00e1-lo, claro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">H\u00e1 tr\u00eas casos que acho importantes para lembrar e ter em conta. Um \u00e9 o espancamento at\u00e9 a morte do anarquista Agust\u00edn Rueda, no c\u00e1rcere de Carabanchel em 1978, ap\u00f3s ter descoberto um t\u00fanel na pris\u00e3o. Depois dum ano os respons\u00e1veis do assassinato (Carlos Cantos Rueda, diretor, Ant\u00f3nio Rubio, subdiretor, Barrig\u00f3n, m\u00e9dico da pris\u00e3o, Lu\u00eds Lir\u00f3n de Robles, chefe de servi\u00e7os, Jos\u00e9 Lu\u00eds Esteban, carcereiro, Alfredo Mayo, carcereiro, Javier Flores, carcereiro, junto com outros carcereiros) foram postos em liberdade por Landelino Lavilla e Rodolfo Mart\u00edn Villa. Dez anos depois da morte do recluso anarquista, a Audi\u00eancia Provincial de Madrid considerou que o espancamento de Agust\u00edn Rueda era \u201cum delito de imprud\u00eancia temer\u00e1ria com resultado de morte\u201d. Condenou-se a dez anos de c\u00e1rcere a Eduardo Cantos, diretor de Carabanchel, quando se produziram os fatos, ao subdiretor Antonio Rubio e a mais 5 funcion\u00e1rios p\u00fablicos. Outros 3 processados foram condenados a oito, sete e seis anos, respetivamente. E aos m\u00e9dicos Jos\u00e9 Luis Casas e Jos\u00e9 Mar\u00eda Barigow, dois anos de c\u00e1rcere, que ocultaram o grave estado de Agust\u00edn Rueda atr\u00e1s da sova. De todos eles, nenhum legou a permanecer nem 8 meses em pris\u00e3o. Todos eles eram carcereiros durante o fascismo franquista e continuavam a s\u00ea-lo com o fascismo entronizado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O segundo \u00e9 conhecido como \u201ccaso Almer\u00eda\u201d, um dos epis\u00f3dios mais abjetos e repulsivos daqueles anos. Naquela ocasi\u00e3o, as v\u00edtimas foram tr\u00eas jovens trabalhadores de Santander que se tinham trasladado em carro at\u00e9 Andaluzia para assistir \u00e0 primeira comunh\u00e3o do irm\u00e3o dum deles, e que no caminho foram erroneamente identificados como membros de ETA por uma pessoa que acabava de ver em televis\u00e3o as fotos de tr\u00eas militantes de ETA aos quais se atribu\u00eda um atentado em Madrid. Dita pessoa apontou a chapa do seu carro e avisou \u00e0 Guardia Civil. O resultado n\u00e3o se fez esperar: o 9 de maio de 1981 v\u00e1rios agentes do corpo detiveram aos tr\u00eas jovens em Roquetas de Mar, pensando que eram membros de ETA, e depois de leva-los a uma casa abandonada, os torturaram com tal sanha que em poucas horas os tr\u00eas eram cad\u00e1veres brutalmente mutilados. Ent\u00e3o, tomaram conhecimento de que n\u00e3o se tratava de modo algum de militantes de ETA, e procederam a camuflar o crime, pelo qual meteram-nos num carro ao qual acenderam fogo, depois de o crivar de balas e o rociar com gasolina. O procedimento judicial esteve cheio de irregularidades, e s\u00f3 gra\u00e7as \u00e0 entrega e \u00e0 coragem do advogado que representava \u00e0s fam\u00edlias das v\u00edtimas, Dar\u00edo Fern\u00e1ndez, quem recebeu numerosas amea\u00e7as de morte e incluso teve de morar oculto numa caverna, conseguiu-se que tr\u00eas dos onze guardias civiles implicados fossem condenados por torturas e homic\u00eddio, mas n\u00e3o assassinato. O principal processado, o ent\u00e3o tenente-coronel Carlos Castillo Quero, recebeu uma senten\u00e7a de 25 anos de pris\u00e3o; o tenente Manuel G\u00f3mez Torres, outra de 14 anos, e finalmente o guardi\u00e3 civil Manuel Fern\u00e1ndez Llamas, foi condenado a 12 anos. Nenhum deles permaneceu nem um ano em pris\u00e3o, e claro, com enormes privil\u00e9gios e prebendas. Entre outras, receber uma gigantesca quantia de dinheiro dos fundos reservados, o que Barrionuevo justificou aduzindo que era um \u201ccompromisso\u201d anterior dos falangistas da UCD. Uma pessoa com o mesmo nome e apelidos de um dos assassinos, Manuel Fern\u00e1ndez Llamas, condenada a 3 anos de pris\u00e3o por um delito de les\u00f5es, foi indultada no ano 2000. Um n\u00e3o quer ser malicioso, mas&#8230;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Finalmente, o chamado \u201ccaso Nani\u201d. Para este caso, vou citar os par\u00e1grafos da documentada e exaustiva obra de Juan J. Alcalde <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Os Servi\u00e7os Secretos em Espanha. A repress\u00e3o contra o movimento libert\u00e1rio espanhol (1936-1995)<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">: \u201c[&#8230;] No assunto da \u201cm\u00e1fia policial\u201d investigaram-se importantes rela\u00e7\u00f5es de importantes joalheiros como Mariano Loriente e Federico Venero com pol\u00edcias, \u00e0 sua vez relacionados com o desaparecimento em depend\u00eancias policiais dum confidente da pol\u00edcia, \u201cel Nani\u201d. O chefe da brigada anticorrup\u00e7\u00e3o vinculou ante o juiz os casos Nani e aquele do joalheiro Loriente, sequestrado no ano 78 e desaparecido no 83, no qual se viu implicado Mess\u00eda Figueroa, \u201cel Marqu\u00e9s\u201d, agente dos servi\u00e7os de informa\u00e7\u00e3o e j\u00e1 antes implicado no sequestro do tamb\u00e9m joalheiro Recaredo Gonz\u00e1lez Pazos. A m\u00e1fia policial, formada por antigos agentes da BPS (a pol\u00edcia pol\u00edtica do franquismo), estava implicada no assassinato de mais de 7 pessoas relacionadas com o neg\u00f3cio da joalharia. Atr\u00e1s da info recebida pelos inspetores (da pol\u00edcia), os confidentes da pol\u00edcia assaltavam ou sequestravam joalheiros, alguns dos quais eram \u00e0 sua vez colaboradores policiais. Uma parte substanciosa do botim de cada roubo ou sequestro devia ser entregada aos antigos agentes da BPS \u00a0ent\u00e3o integrantes da brigada de informa\u00e7\u00e3o; em v\u00e1rias ocasi\u00f5es desfizeram-se dos seus colaboradores para obter uma maior parte do botim&#8230; [&#8230;] houve alguns bodes expiat\u00f3rios, mas outros implicados como o comiss\u00e1rio \u00c1ngel Ortega no ano 88 chegava a chefe da academia de pol\u00edcia. Ou Rodr\u00edguez Colorado, quem no mesmo ano acedeu ao cargo de diretor geral de pol\u00edcia\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Muitos se ter\u00e3o dado conta de que s\u00f3 citei nomes relacionados com o corpo da Guardia Civil. A continuidade do fascismo manifesta-se em t\u00e3o odiado corpo militar nas figuras dos homens Jos\u00e9 Antonio S\u00e1enz de Santamar\u00eda e Andr\u00e9s Casinello. O primeiro deles, General, dedicava-se j\u00e1 nos t\u00e9tricos e truculentos anos de p\u00f3s-guerra \u00e0 persecu\u00e7\u00e3o e assassinato dos membros das Agrupa\u00e7\u00f5es Guerrilheiras utilizando, por exemplo, tiopental para conseguir declara\u00e7\u00f5es e confiss\u00f5es. \u00c9 o encarregado, em 1975, dos preparativos para os fuzilamentos do 27 de Setembro. Implicado em todas as tramas de terrorismo de Estado desde meados dos anos 70 at\u00e9 o ano 82, encarregado da \u201creestrutura\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica\u201d da pol\u00edcia e da cria\u00e7\u00e3o dos GEO, \u00e9 nomeado pelo PSOE-GAL diretor general da Guardia Civil. O \u201cpacto do cap\u00f4\u201d com os militares exigia, como contrapartida do PSOE-GAL, a centraliza\u00e7\u00e3o e institucionaliza\u00e7\u00e3o do terrorismo de Estado, a aplica\u00e7\u00e3o da guerra contra a insurg\u00eancia, e este punha nos altos cargos aos homens adequados. Implicado nos crimes dos GAL, tendo sido condenado por aqueles cometidos entre 1983 e 1984 para depois ser absolvido, sempre foi um apologista do terrorismo de Estado. Deixou frases c\u00e9lebres como \u201cprefiro a guerra \u00e0 independ\u00eancia de Euskadi\u201d, aforismo que seguiu ao p\u00e9 da letra.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Casinello \u00e9 um dos homens-chave da estrat\u00e9gia contra a insurg\u00eancia do Estado fascista espanhol. No comando do SECED ap\u00f3s o voo com pirueta de Carrero Blanco e a destitui\u00e7\u00e3o do coronel San Mart\u00edn (quem, desde fines dos anos 60, junto com D\u00edez Alegr\u00eda, ia negociando com Carrillo em Rom\u00eania a integra\u00e7\u00e3o do PcE no estado fascista), o seu nome aparece implicado em acontecimentos como a matan\u00e7a de advogados de Atocha ou o \u00a0\u201ccaso da colza\u201d, assim como em, pelo menos, quatro assassinatos de refugiados bascos. \u00c9 considerado o fundador dos GAL e o celebro do Plano ZEN (Zona Especial Norte), impulsado pelo PSOE-GAL (um dos seus m\u00e1ximos protetores, o senador Casas, foi abatido pelos Comandos Aut\u00f3nomos Anticapitalistas; como repres\u00e1lia, o Estado terrorista revidou com a emboscada criminal de Bahia de Pasaia). Por que este homem? Casinello foi instru\u00eddo e treinado nas t\u00e9cnicas de guerra contra a insurg\u00eancia (sequestros, assassinatos coletivos, torturas, desapari\u00e7\u00f5es&#8230;) em Fort Bragg, a base norte-americana na qual eram treinados os esquadr\u00f5es da morte latino-americanos nas t\u00e1ticas que os imperialistas franceses tinham utilizado e sistematizado nas guerras de Indochina e Arg\u00e9lia (pouco antes os brit\u00e2nicos em Mal\u00e1sia utilizaram t\u00e9cnicas similares). Ligado a isto, veja-se o excelente documental franc\u00eas <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Esquadr\u00f5es da morte: a escola francesa<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. Uma das premissas essenciais da guerra contra a insurg\u00eancia \u00e9 a divis\u00e3o por zonas do terrorismo para esmagar o perigo de subvers\u00e3o. Agora, observem que significa o acr\u00f4nimo \u201cZEN\u201d do plano citado. A contrarrevolu\u00e7\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m internacionalista&#8230;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">BIBLIOGRAFIA:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA sombra de Franco na transi\u00e7\u00e3o\u201d; Alfredo Grimaldos<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA CIA em Espanha\u201d; Alfredo Grimaldos<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cBreve mem\u00f3ria-hist\u00f3ria subjetiva do s\u00e9culo XX e XXI\u201d; Erlantz Cantabrana<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201c25 anos sem Constitui\u00e7\u00e3o\u201d; Joaqu\u00edn Navarro<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cTransi\u00e7\u00e3o e repress\u00e3o pol\u00edtica\u201d; Olarieta Alberdi<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cHist\u00f3ria do PCE(r) e dos GRAPO\u201d; VVAA<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cSoberanos e intervindos\u201d; Joan E. Garc\u00e9s<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cTorturadores e cia\u201d; Xabier Makazaga<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cOs servi\u00e7os secretos em Espanha. A repress\u00e3o contra o movimento libert\u00e1rio (1936-1995); Juan J. Alcalde<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cOs filhos do 20-N: hist\u00f3ria violenta do fascismo espanhol\u201d; Mariano S\u00e1nchez Soler<\/span><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Hemeroteca<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A irresist\u00edvel subida dum suposto torturador: <\/span><a href=\"http:\/\/www.elpais.com\/articulo\/espana\/MARTiNEZ_TORRES\/_JESuS\/ESPAnA\/MINISTERIO_DE_INTERIOR\/POLICiA_NACIONAL\/PODER_EJECUTIVO\/_GOBIERNO_PSOE_\/1982-1986\/HASTA_1985\/FRANQUISMO\/elpepiesp\/19850303elpepinac_9\/Tes\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">http:\/\/www.elpais.com\/articulo\/espana\/M &#8230; ac_9\/Tes\/#<\/span><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cManuel Ballesteros punha todo o seu empenho na tortura, era um verdadeiro profissional\u201d: <\/span><a href=\"http:\/\/www.diagonalperiodico.net\/Manuel-Ballesteros-ponia-todo-su.html?id_mot=88\"><span style=\"font-weight: 400;\">http:\/\/www.diagonalperiodico.net\/Manuel &#8230; ?id_mot=88<\/span><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Altos mandos policiais procedem da desaparecida Brigada Pol\u00edtico-Social: <\/span><a href=\"http:\/\/www.elpais.com\/articulo\/espana\/RiO\/_RAFAEL_DEL\/MINISTERIO_DE_INTERIOR\/POLICiA_ARMADA\/PODER_EJECUTIVO\/_GOBIERNO_PSOE_\/1982-1986\/Altos\/mandos\/policiales\/proceden\/desaparecida\/Brigada\/Politico-Social\/elpepiesp\/19830207elpepinac_13\/Tes\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">http:\/\/www.elpais.com\/articulo\/espana\/R &#8230; ac_13\/Tes\/<\/span><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O tenente-coronel Masa, detido em Val\u00eancia acusado de narcotr\u00e1fico: <\/span><a href=\"http:\/\/www.elpais.com\/articulo\/espana\/teniente\/coronel\/Masa\/detenido\/Valencia\/acusado\/narcotrafico\/elpepiesp\/20010122elpepinac_26\/Tes\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">http:\/\/www.elpais.com\/articulo\/espana\/t &#8230; ac_26\/Tes\/<\/span><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O chefe da Pol\u00edcia Judicial figura na agenda de J. A. Roca, segundo fontes de investiga\u00e7\u00e3o: <\/span><a href=\"http:\/\/www.diagonalperiodico.net\/El-jefe-de-la-Policia-Judicial.html\"><span style=\"font-weight: 400;\">http:\/\/www.diagonalperiodico.net\/El-jef &#8230; icial.html<\/span><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Brigada Antigolpe, formada sobre tudo por homens de \u201cBilly el Ni\u00f1o\u201d: <\/span><a href=\"http:\/\/www.elpais.com\/articulo\/espana\/ESPAnA\/MINISTERIO_DE_INTERIOR\/POLICiA_NACIONAL\/PODER_EJECUTIVO\/_GOBIERNO_UCD_\/1979-1982\/HASTA_1985\/Brigada\/Antigolpe\/formada\/mayoria\/hombres\/Billy\/Nino\/elpepiesp\/19821013elpepinac_14\/Tes\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">http:\/\/www.elpais.com\/articulo\/espana\/E &#8230; ac_14\/Tes\/<\/span><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O contrabandista Txofo assegura que Dorado lhe confessou que Bayo e ele assassinaram a Lasa e Zabala: <\/span><a href=\"http:\/\/www.elpais.com\/articulo\/espana\/contrabandista\/Txofo\/asegura\/Dorado\/le\/confeso\/Bayo\/asesinaron\/Lasa\/Zabala\/elpepiesp\/20000120elpepinac_13\/Tes\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">http:\/\/www.elpais.com\/articulo\/espana\/c &#8230; ac_13\/Tes\/<\/span><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Um sancionado pelo \u2018caso el Jomeini\u2019 estar\u00e1 \u00e0 frente da academia policial: <\/span><a href=\"http:\/\/www.elpais.com\/articulo\/espana\/CORELLA\/_SANTIAGO\/MINISTERIO_DE_INTERIOR\/CUERPO_NACIONAL_DE_POLICiA\/PODER_EJECUTIVO\/_GOBIERNO_PSOE_\/1986-1989\/Caso_El_Nani\/sancionado\/caso\/Jomeini\/estara\/frente\/academia\/policial\/elpepiesp\/19880112elpepinac_8\/Tes\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">http:\/\/www.elpais.com\/articulo\/espana\/C &#8230; nac_8\/Tes\/<\/span><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Funerais de Estado para um torturador: <\/span><a href=\"http:\/\/www.rebelion.org\/noticia.php?id=70124\"><span style=\"font-weight: 400;\">http:\/\/www.rebelion.org\/noticia.php?id=70124<\/span><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">20 anos do assassinato de Miquel Zabala: um crime impune e silenciado: <\/span><a href=\"http:\/\/www.rebelion.org\/noticia.php?id=24449&amp;titular=20-a%F1os-del-asesinato-de-mikel-zabaltza:-un-crimen-impune-y-silenciado-\"><span style=\"font-weight: 400;\">http:\/\/www.rebelion.org\/noticia.php?id= &#8230; ilenciado-<\/span><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As lutas estudantis de Dezembro de 1979. Em lembran\u00e7a de Jos\u00e9 Monta\u00f1\u00e9s e Emilio Mart\u00ednez: Companheiros da alma, companheiros&#8230;: <\/span><a href=\"http:\/\/www.unidadcivicaporlarepublica.es\/nuestra%20memoria%20web%202009\/luchas%20estudiantes%201979.htm\"><span style=\"font-weight: 400;\">http:\/\/www.unidadcivicaporlarepublica.e &#8230; 201979.htm<\/span><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Enrique Ruano: <\/span><a href=\"http:\/\/es.wikipedia.org\/wiki\/Enrique_Ruano\"><span style=\"font-weight: 400;\">http:\/\/es.wikipedia.org\/wiki\/Enrique_Ruano<\/span><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O comiss\u00e1rio Jos\u00e9 Matute, denunciado por agress\u00e3o a um colega: <\/span><a href=\"http:\/\/www.elpais.com\/articulo\/espana\/CUERPO_NACIONAL_DE_POLICiA\/comisario\/Jose\/Matute\/denunciado\/agresion\/companero\/elpepiesp\/19870115elpepinac_29\/Tes\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">http:\/\/www.elpais.com\/articulo\/espana\/C &#8230; ac_29\/Tes\/<\/span><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Jos\u00e9 Antonio S\u00e1enz de Santa Mar\u00eda: <\/span><a href=\"http:\/\/es.wikipedia.org\/wiki\/Jos%C3%83%C2%A9_Antonio_S%C3%83%C2%A1enz_de_Santa_Mar%C3%83%C2%ADa\"><span style=\"font-weight: 400;\">http:\/\/es.wikipedia.org\/wiki\/Jos%C3%A9_ &#8230; Mar%C3%ADa<\/span><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O comiss\u00e1rio Roberto Conesa \u201cel \u00a0Garbancito\u201d: <\/span><a href=\"http:\/\/pacosalud.blogspot.com\/2008\/09\/el-comisario-roberto-conesa-el.html\"><span style=\"font-weight: 400;\">http:\/\/pacosalud.blogspot.com\/2008\/09\/e &#8230; sa-el.html<\/span><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A pol\u00edcia impediu aos jornalistas fotografar a \u201cBilly el Ni\u00f1o\u201d: <\/span><a href=\"http:\/\/www.elpais.com\/articulo\/espana\/POLICiA_ARMADA\/MATANZA_DE_ATOCHA\/policia\/impidio\/periodistas\/fotografiar\/Billy\/Nino\/elpepiesp\/19790609elpepinac_2\/Tes\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">http:\/\/www.elpais.com\/articulo\/espana\/P &#8230; nac_2\/Tes\/<\/span><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Caso Almer\u00eda: <\/span><a href=\"http:\/\/es.wikipedia.org\/wiki\/Caso_Almer%C3%83%C2%ADa\"><span style=\"font-weight: 400;\">http:\/\/es.wikipedia.org\/wiki\/Caso_Almer%C3%ADa<\/span><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">BABEUF87 no foro de RASH Madrid<\/span><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.presos.org.es\/index.php\"><span style=\"font-weight: 400;\">Portada<\/span><\/a><\/p>\n<p><b>BALANCE REPRESSIVO 1975-2010<\/b><\/p>\n<p><b>TRENTA E CINCO ANOS DE <\/b><b><i>\u201cDEMOCRACIA\u201d<\/i><\/b><b> E SANGUE<\/b><\/p>\n<p><b>BALANCE REPRESSIVO CONTRA O MOVEMENTO DE RESIST\u00caNCIA POL\u00cdTICO ORGANIZADO<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 comum hoje fazer uma esp\u00e9cie de balances sobre o que foram os 35 anos de \u201cdemocracia\u201d transcorridos no Estado espanhol desde a morte do sanguin\u00e1rio Franco em 1975 em campos e epis\u00f3dios diversos. A prensa servil bate palmas, oculta, mente e tergiversa sobre as \u201cdel\u00edcias\u201d que esta \u201ctransi\u00e7\u00e3o\u201d e posterior \u201cdemocracia\u201d sup\u00f4s para o povo em geral. Dizem <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cmais liberdades mais riqueza, mais possibilidades de express\u00e3o&#8230;\u201d<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> Para a classe trabalhadora e suas organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas ou populares foi todo o contr\u00e1rio, claro; e desde SOCORRO ROJO INTERNACIONAL t\u00eam uma muito diferente e detalhada an\u00e1lise sobre o que estes 35 anos de passo do fascismo franquista ao fascismo mon\u00e1rquico supuseram.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Balance repressivo contra o Movimento de Resist\u00eancia Pol\u00edtico Organizado. Analisam-se dados sobre as organiza\u00e7\u00f5es <\/span><b>Grupos de Resist\u00eancia Antifascista Primeiro de Outubro (GRAPO), Partido Comunista de Espanha (reconstitu\u00eddo) (PCE(r)), Socorro Rojo (SR), Uni\u00e3o de Juventudes Antifascistas (UJA), Organiza\u00e7\u00e3o Democr\u00e1tica de Estudantes Antifascistas (ODEA), Povo e Cultura (PyC), Mulheres Antifascistas (MA), Associa\u00e7\u00e3o de Familiares e Amigos dos Presos Pol\u00edticos (AFAPP), e Socorro Vermelho Internacional (SRI)<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As fontes analisadas foram inevitavelmente v\u00e1rias, pois a maioria dos arquivos com dados exatos ficam em m\u00e3os das for\u00e7as policiais, ap\u00f3s ser confiscadas depois das numerosas deten\u00e7\u00f5es realizadas. Foram consultados os bancos de dados do PCE(r), a AFAPP, o SRI, anu\u00e1rios de prensa, tanto oficiais quanto aportados por historiadores que trataram o tema. Da\u00ed a anota\u00e7\u00e3o \u201cdiferentes fontes analisadas\u201d.<\/span><\/p>\n<p><b>N\u00famero de detid@s desde 1975 at\u00e9 agosto de 2010:<\/b> <b>-Entre 3100 e 3500 pessoas <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">(segundo diferentes fontes analisadas), com anos verdadeiramente negros como 1979 com 380 detidos ou 1980 com 176.<\/span><\/p>\n<p><b>N\u00famero de encarcerad@s desde 1975 at\u00e9 agosto de 2010:<\/b> <b>-Entre 1400 e 1420<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, entre eles os <\/span><b>14 militantes dos GRAPO<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> aos quais se recusou a \u201cAmnistia\u201d de 1977, que sup\u00f5e uma aut\u00eantica exce\u00e7\u00e3o do r\u00e9gime.<\/span><\/p>\n<p><b>N\u00famero de detid@s torturados e maltratados:<\/b> <b>-Entre 1500 e 1550<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. De todas elas, s\u00f3 chegaram a ju\u00edzo com condenas de pol\u00edcias: <\/span><b>4<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><b>Militantes assassinados, ca\u00eddos em combate, por torturas ou por desaten\u00e7\u00e3o nos c\u00e1rceres:<\/b> <b>-31<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><b>*Militantes do PCE(r) assassinados<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-Juan Carlos Delgado de Codes (1979) pela Pol\u00edcia<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-Francisco Javier Mart\u00edn Eizagirre (1979) pelo Batalh\u00e3o Basco Espanhol.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-Aurelio Fern\u00e1ndez Cario (1979) pelo B.V.E.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-Jos\u00e9 Espa\u00f1a Vivas (1980) rebentado por torturas na DGS.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-Kepa Crespo Galende (1981) em greve de fome lutando contra o exterm\u00ednio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-Txomin Mui\u00f1os Formoso (1986) por desaten\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria em pris\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-Enrique \u00c1lvarez Abalde (2010) por desaten\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria em pris\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><b>*Militantes dos GRAPO assassinados:<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-Jos\u00e9 Vicente Artigues (1976) pela Pol\u00edcia<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-Pedro Tabanera P\u00e9rez (1979) pela Guardia Civil.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-Ra\u00fal Calero Arcones (1979) pela Guardia Civil.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-Carmen L\u00f3pez S\u00e1nchez (1979) pela Guardia Civil.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-Abelardo Collazo Araujo (1980) pela Pol\u00edcia Nacional.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-Josefa Jim\u00e9nez Zamora (1981) por torturas policiais quando estava hospitalizada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-Roberto Li\u00f1eira Oliveira (1981) pela Guardia Civil.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-Antonio Cabezas Bella (1981) pela Guardia Civil.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-Dolores Castro Saa (1981) torturada y assassinada pela Guardia Civil.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-Albino Gabriel L\u00f3pez (1981) torturado y assassinado pela Guardia Civil.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-Enrique Cerd\u00e1n Calixto (1981) pela Pol\u00edcia Nacional.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-Juan Mart\u00edn Luna (1982) pela Pol\u00edcia Nacional<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-Luis Rodr\u00edguez Mart\u00ednez (1983), levado ao suic\u00eddio, atr\u00e1s de anos de isolamento total em\u00a0Herrera de la Mancha.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-Juan Garc\u00eda Rueda (1984) pela Pol\u00edcia Nacional.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-Jos\u00e9 Manuel Sevillano Mart\u00edn (1990) em greve de fome lutando contra o exterm\u00ednio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-Jos\u00e9 Mar\u00eda S\u00e1nchez Casas (2001) por desaten\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria em pris\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-Jos\u00e9 Ort\u00edn Mart\u00ednez (2009) exterminado em pris\u00e3o, atr\u00e1s de 25 anos preso.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-Enrike Kuadra Etxeandia (2010) por desaten\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria em pris\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><b>*Militante do PCE(r) e dos CAA assassinado:<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Goyo Fern\u00e1ndez Ria\u00f1o (1979) pela Pol\u00edcia Municipal.<\/span><\/p>\n<p><b>*Militantes dos GRAPO ca\u00eddos em a\u00e7\u00e3o armada:<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-Jos\u00e9 L\u00f3pez Ragel (1976).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-Fausto Pe\u00f1a Moreno (1976).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-Isabel Santamar\u00eda del Pino (1993)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-Pedro Luis Cuadrado Delabat (1993).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-Valent\u00edn Benito I\u00f1igo (1993).<\/span><\/p>\n<p><b>Militantes com sequelas irrevers\u00edveis a causa de ser tiroteados pela pol\u00edcia:<\/b><\/p>\n<p><b>-4<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> com paraplegia absoluta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Militantes com sequelas irrevers\u00edveis fruto da repress\u00e3o carcer\u00e1ria:<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211;<\/span><b>12 <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">com esclerose m\u00faltipla m\u00e1xima, s\u00edndrome de Korsakov o s\u00edndrome de Werningke.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Militantes com sequelas graves fruto de torturas ou repress\u00e3o carcer\u00e1ria:<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211;<\/span><b>31 <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">com transtornos do movimento, dem\u00eancias y cardiopatias.<\/span><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p><b>Militantes com sequelas graves a causa de ser tiroteados pela pol\u00edcia:<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211;<\/span><b>5<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><b>Familiares de militantes torturados, detidos ou mostrados como trof\u00e9us em delegacia para fazer confessar aos detidos:<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-O filho de 2 anos de Juan Mart\u00edn Luna \u00e9 levado \u00e0 sala de torturas, agarrado pelos p\u00e9s e zarandeado para que o pai falasse.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-O filho rec\u00e9m-nascido e a sua m\u00e3e, companheira de Manuel Quesada, s\u00e3o torturados \u00e0 frente dele para que falasse.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-Os pais e irm\u00e3os de Isabel Santamar\u00eda, constantemente detidos y soltados para localizar \u00e0 sua filha clandestina.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-O filho de 3 anos e a m\u00e3e de Josefa Alarc\u00f3n s\u00e3o introduzidos na sala de torturas para que Pepa falasse.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-De 1975 a 2010 cerca de <\/span><b>60<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> familiares resultaram v\u00edtimas das repres\u00e1lias para obter informa\u00e7\u00e3o dos seus filhos, irm\u00e3os ou pais: torturados, amea\u00e7ados, golpeados, destro\u00e7adas as suas perten\u00e7as, detidos no cemit\u00e9rio ao visitar a seu familiar assassinado\u2026 guerra suja sem deten\u00e7\u00e3o, para n\u00e3o deixar \u201crastos\u201d legais:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211;<\/span><b>15 <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">m\u00e3es, irm\u00e3os, filhos foram detidas e algum deles torturado. \u00c0 m\u00e3e de Xaquin Gonz\u00e1lez lhe partiram v\u00e1rios ossos.<\/span><\/p>\n<p><b>Militantes presos extraditad@s por outros pa\u00edses ao Estado espanhol:<\/b><\/p>\n<p><b>-14<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> desde o Estado franc\u00eas.<\/span><\/p>\n<p><b>Militantes excarcerados de pris\u00e3o e levados a m\u00e3os policiais para novas torturas:<\/b><\/p>\n<p><b>-3<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">; em 1976, 1978, 1979.<\/span><\/p>\n<p><b>Guerra suja aberta:<\/b><\/p>\n<p><b>-2 assassinatos <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">em Paris pelo BVE.<\/span><\/p>\n<p><b>&#8211;<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">V\u00e1rias<\/span><b> bombas contra <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">carros de<\/span><b> advogados de presos<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><b>-3 sequestros:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> em 1979, Pedro Emilio Ruiz Serrano; em 1983, Pepe Balm\u00f3n; em 1990 Jes\u00fas Cela Seoane. Todos eles por grupos para-policiais como o GAL verde.<\/span><\/p>\n<p><b>-2<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> presos pol\u00edticos sofreram o <\/span><b>GAL carcer\u00e1rio<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><b>-40<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> militantes ou simpatizantes foram amea\u00e7ados por bandos fascistas, com envelopes com balas, campanhas organizadas ou amea\u00e7as abertas. Brutal surra ao pai de Isabel Santamar\u00eda.<\/span><\/p>\n<p><b>Meios de comunica\u00e7\u00e3o v\u00edtimas de repres\u00e1lias, fechados ou ilegalizados. Material confiscado \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e solid\u00e1rias, que n\u00e3o t\u00eam nada a ver com qualquer atividade armada:<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-Revista <\/span><b><i>CRASH<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, editada por pessoas alheias \u00e0 milit\u00e2ncia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-Revista <\/span><b><i>\u00c1REA CR\u00cdTICA<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, cujo diretor foi encarcerado e foi fechada oficialmente, editada por gente alheia \u00e0 milit\u00e2ncia ativa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-Boletim <\/span><b><i>A LA CALLE<\/i><\/b><b>,<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> editado<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">pela AFAPP<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-Revista <\/span><b><i>SOLIDARIDAD<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">,<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">editada pelo SRI.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-Revista <\/span><b><i>BANDERA ROJA<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, editada pelo PCE(r).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-Revista <\/span><b><i>GACETA ROJA<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, editada pelo PCE(r).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-Revista <\/span><b><i>RESISTENCIA<\/i><\/b><b>, <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">editada pelo PCE(r).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-Revista <\/span><b><i>ANTORCHA<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, editada pelo PCE(r).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-Umas <\/span><b>40 toneladas <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">de propaganda escrita, confiscadas em, pelo menos, 500 acua\u00e7\u00f5es policiais, entre elas os meios de comunica\u00e7\u00e3o de SR, UJA, PyC, ODEA e MA.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-Uns <\/span><b>100 <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">aparatos de propaganda, confiscados em, pelo menos, 70 atua\u00e7\u00f5es policiais, entre eles os pertencentes a SR, UJA, PyC, ODEA, MA, AFAPP e SRI.<\/span><\/p>\n<p><b>Organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e sociais v\u00edtimas das repres\u00e1lias, ilegalizadas ou desmanteladas:<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-1977: desmantelado at\u00e9 a sua desapari\u00e7\u00e3o, a base de repress\u00e3o e encarceramentos, o <\/span><b>Socorro Rojo<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-1978: desmantelada at\u00e9 a sua desapari\u00e7\u00e3o, a base de repress\u00e3o e encarceramentos, a <\/span><b>ODEA<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-1979: desmantelada at\u00e9 a sua desapari\u00e7\u00e3o, a base de repress\u00e3o e encarceramentos, a <\/span><b>UJA<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-1980: desmantelada at\u00e9 a sua desapari\u00e7\u00e3o, a base de repress\u00e3o e encarceramentos, <\/span><b>Mujeres Antifascistas<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-1981: desmantelado at\u00e9 a sua desapari\u00e7\u00e3o, a base de repress\u00e3o e encarceramentos, <\/span><b>Pueblo y Cultura<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-2003: ilegalizado o <\/span><b>PCE(r). <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Desde 1975 tinha sido uma organiza\u00e7\u00e3o alegal e clandestina.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-2005: tentativa de ilegaliza\u00e7\u00e3o pela pol\u00edtica de \u201cfatos\u201d de <\/span><b>AFAPP<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> e o <\/span><b>SRI<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">Nunca se permitiu sequer o registo legal de estas duas organiza\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-2008: campanha repressiva contra o <\/span><b>SRI<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, com o encarceramento de v\u00e1rios dos seus militantes e forte campanha de criminaliza\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">-2009-2010: concatena\u00e7\u00e3o de ju\u00edzos contra o <\/span><b>PCE(r),<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> com condenas de at\u00e9 80 anos no \u00abtudo \u00e9 GRAPO\u00bb<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Podem seguir a nos bombardear com os supostos m\u00e9ritos destes 35 anos transcorridos, mas para a resist\u00eancia antifascista e comunista foram anos de luta, sofrimento e torturas.\u00a0 Que estes dados n\u00e3o caiam no esquecimento. As liberdades arrancadas pelo povo trabalhador o foram tamb\u00e9m gra\u00e7as ao esfor\u00e7o de estes homens e mulheres e suas organiza\u00e7\u00f5es. 35 anos de luta e resist\u00eancia n\u00e3o foram em v\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Atualizado a agosto 2010<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tambi\u00e9n disponible en espa\u00f1ol &#8211;&gt; Projeto de programa do Socorro Vermelho Internacional Ap\u00f3s muitas d\u00e9cadas de repress\u00e3o e resist\u00eancia, a continua\u00e7\u00e3o do regime fascista em Espanha desenvolveu sentimentos e v\u00ednculos &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"template-fullwidth.php","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-32581","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.presos.org.es\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/32581","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.presos.org.es\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.presos.org.es\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.presos.org.es\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.presos.org.es\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32581"}],"version-history":[{"count":6,"href":"http:\/\/www.presos.org.es\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/32581\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32589,"href":"http:\/\/www.presos.org.es\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/32581\/revisions\/32589"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.presos.org.es\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32581"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}